NATAL NO BRASIL • Região Centro-Oeste

BOI-DE-REIS

Tem origem no Teatro Medieval de Rua da Península Ibérica e ocorre no ciclo de Natal, terminando em 3 de Fevereiro.

A apresentação inicia-se, em geral, perto de uma igreja. Então percorre-se as casas dos conhecidos, sendo convidado ou não.

Nesse evento toca-se a marcha para chamar o vaqueiro, que sapateia e faz ritmo com um bastão. Ele veste roupas gastas e o paletó pelo avesso, conta de onde vem e relata fatos (históricos e atuais) de forma satírica.

Canta-se, também, a chamada do boi; este entra dançando, faz graça, dá voltas e chifradas. Ao final da cantoria, representa-se a morte e ressurreição do boi.

RABANADA

A Rabanada aparece documentada no século XV, citada por Juan del Encina: “mel e muitos ovos para fazer rabanadas”, e era um prato indicado para recuperações pós-parto. No início do século XX, ela tornou-se muito comum nas tabernas de Madrid, servida com vinho.

A associação das rabanadas à quaresma deve-se à necessidade de aproveitar o pão durante o tempo em que não se comia carne, fazendo com que fosse menos consumido, mesmo sendo produzido na mesma quantidade.

No Brasil, elas são preparadas para a temporada natalina. Nesse preparo, depois da fritura, a rabanada é molhada em sumo de fruta ou leite condensado.

O BOI

Figura mitológica nas mais diversas culturas, o boi era visto por escravos negros e indígenas como companheiro de trabalho, símbolo de força e resistência. No Nordeste é conhecido por bumba-meu-boi; no Centro-Oeste, boi-a-serra ou boi-de-reis; em Santa Catarina, boi-de-mamão; e, nos estados do Norte, boi-bumbá.

Nas festividades, o tema central é a morte e a ressurreição de um boi, contadas por meio de versos cantados. Em torno do boi, surgem personagens locais, como o prefeito, o doutor, os índios e os caboclos. Surgem, também, personagens fantasiados de bicho, como a burrinha, a ema e o urso, entre outros.